A distração do externo,
é o olhar para o interior
Vejo um pássaro voando, durante uma conversa com alguém... Voar parado, sentir como uma pedra, fluir como um rio, quem tem boca vai a Roma? E quem tem imaginação, vai aonde?
Aonde vou, aonde vai, anda pensando, anda longe, tão longe que não sei onde estou, minha mãe dizia, só vá quando conhecerdes o lugar, mas ela não me ensinou a pensar, ela não me disse que o ato mais fácil da vida, era tão complicado, simplesmente estar lá. Mas sentir que está longe, realmente, ver, que está longe.
De tanto andar, vejo ao longe, uma linha vermelha, do outro lado uma linha azul, e no fundo um muro negro, mais alto que minha imaginação, achei o meu limite, apenas pairar por um grande campo, por um “mar desconhecido” disse Rubem Alves, mas não me basta, quero ir além, sentir o que penso, sentir o que lembro.
Quando chego perto das linhas, meu coração se manifesta de uma forma diferente, aproximando-me da azul, me aparece uma multidão de mãos dadas, com medo me afasto, mas noto ali meus amigos e atrás deles, a Terra em nuvens negras e enxofre. Quando chego perto da linha vermelha, vejo ali minhas paixões, minhas lembranças, mas o vermelho significa alerta, não posso andar lá, é muito perigoso,
O muro negro, inimaginável, porém uma luz radiante posso vê-la, de tão forte e exuberante que é, nem o enorme muro a esconde, mas não consigo toca-la, minhas raízes ainda estão no mundo lá fora, que aliás, tenho que voltar, há um alguém falando comigo, isso ocorre em uma distração, ou quando Alguém, diz que eu preciso olhar para mim mesmo , por um segundo.
Sidney K.
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