Da
janela do ônibus
Cedo acordo, com um objetivo pendurado
aos pregos na alma, um dia frio se levanta, as nuvens brincam com minha lucidez,
já não sei onde estou, retiro-me da realidade, o vento canta aos meus ouvidos,
meus passos felizmente não tocam mais o chão, ao fim da rua, vejo um anjo, onde
dentro de seu coração guia-me para a mansidão.
E ainda assim sabendo que passaria em um fulgor,
entrego os meus sentimentos, ao lado jurídico do anjo, se minhas vontades são
puras, deixa-me entrar em sua sutil amenidade.
Ao entrar por um corredor, onde havia mais
pessoas caladas, onde apenas pensavam, nenhum dos lugares vazios me agradava,
então, resolvi mergulhar no fundo de seu coração, sem querer, comovi a solenidade.
Enquanto
Ele flutuava pela minha mente, invoco a santíssima trindade, para o auxilio de
minha prece, e em contas elevo minha alma chancelada aos céus, olhando pela
janela e mesmo de manhã, a Lua me aparece, olhando por uma brecha de Luz,
perfura meu ser, e da paz a minha vida.
Sidney
k.