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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

                    Assim como o vento
        
           Pois é, mais um dia se levanta e a luz por entre as nuvens dando forma as minhas memórias, e em um feixe saliente minha dor se expõe ao mundo, na minha face foi parada a expressão daquele dia de chuva, que nem as suas gotas derreteram os lineares tristes para um sorriso então formar, desamparado pela própria chuva? Ou não me entreguei da maneira certa? Mais dúvidas! Mais dor, não entendo o que vivo, ou se vivo, será que só imagino?
      Sabe, um dia quero acordar de manhã e saber que há alguém para eu dar-lhe meu melhor, ligar o rádio e tocar a nossa musica, mesmo que se façam anos de seu lançamento, dançar juntos sem falar nada, aproveitando o pouco que há, sei que a vida é curta, não a entendo, mas ela me entende de tal maneira que sabe como fazer para eu aprender a encaixar os pés nas pegadas, nos rastros que ela deixa, levando-me a pessoas e lugares, que nem em um milhão de anos irei esquecê-las, e entre as alegrias e lágrimas da vida, te encontrei novamente, porém iludido pelo passado, confiei os meus sentimentos ao vento assim se espalharam como as setas da Rosa dos ventos, mas teve a chance de uni-los, mas, não quis, espalhado e incompleto eu fiquei, e tudo o que eu queria era estar com você!

                                                                                        Sidney K.

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