Voz da consciência
Pela janela embaçada da sala veja, um dia frio, o céu está nublado, um
feixe de luz por entre as nuvens, será um raio de esperança, ou de adeus? Ao
longe um grito de um trovão, as nuvens flutuam bem devagar, como se estivessem
procurando por alguém, feche os olhos, verá tuas dúvidas.
Ao fechar os olhos, um som crescente de impactos suaves correm no asfalto,
como se estivesse vindo em sua direção, quanto mais se aproxima de você, mais vontade
tem de se jogar contra o que vem, não importa o que é, simplesmente ir.
Abruptamente uns estalos no vidro, parecia que a janela chorava, abrindo
os olhos bem devagar percebe que está chovendo, mas não uma chuva qualquer,
sentia que ela foi feita para você, andando pela casa em direção a porta, ao
abri-la antes de chegar na varanda, um vento sopra, e com um suave toque,
percorre as linhas do seu rosto como se estivesse acariciando-a.
Corra em direção a chuva lhe aconselho,
não deixe de sentir esse amor que ela tem por você, e viva esse momento e saiba
que nunca estará sozinha, estou aqui, não me conhece, mas eu sim lhe conheço,
pode me chamar de consciência, amigo, anjo da guarda, pensamentos, mas tenha
certeza... Estou aqui.
Sidney K.
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