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terça-feira, 27 de agosto de 2013

                 Da janela do ônibus

      Cedo acordo, com um objetivo pendurado aos pregos na alma, um dia frio se levanta, as nuvens brincam com minha lucidez, já não sei onde estou, retiro-me da realidade, o vento canta aos meus ouvidos, meus passos felizmente não tocam mais o chão, ao fim da rua, vejo um anjo, onde dentro de seu coração guia-me para a mansidão.
      E ainda assim sabendo que passaria em um fulgor, entrego os meus sentimentos, ao lado jurídico do anjo, se minhas vontades são puras, deixa-me entrar em sua sutil amenidade.
       Ao entrar por um corredor, onde havia mais pessoas caladas, onde apenas pensavam, nenhum dos lugares vazios me agradava, então, resolvi mergulhar no fundo de seu coração, sem querer, comovi a solenidade.
       Enquanto Ele flutuava pela minha mente, invoco a santíssima trindade, para o auxilio de minha prece, e em contas elevo minha alma chancelada aos céus, olhando pela janela e mesmo de manhã, a Lua me aparece, olhando por uma brecha de Luz, perfura meu ser, e da paz a minha vida.     
                                             

                                             Sidney k.

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