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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

          Tudo o que não consegui       
             dizer naquela tarde

        Um novo olhar sobre a vida, passos rumo ao horizonte guiados por Deus, algo me consome, não sei por quê, mas meu coração chora, uma angustia me sufoca, um desejo forte de lhe ver como se precisasse de mim ali. A cada passo firme no chão em direção a sua casa, mais medo me dava; medo de não te encontrar.
       Movido pela dúvida, grito seu nome, ainda com medo, alguém me atende com a face esmaecida, pergunto por você, logo me aparece no portão, meu coração se acalma, lembro que seu rosto me deixou triste, pois era tudo que eu via.
     Ao saber da noticia, fiquei pasmo sem palavras de consolo para dar-lhe, pela primeira vez não sabia o que fazer, ainda não sei... Um abraço talvez, meus braços não se moviam, não acreditei no que me disse, ainda não acredito.
     Conheço-te, sei como és forte, sei como é sua personalidade, e foi ele quem a criou assim, ele a moldou assim, não o conheci, mas tenho saudades, quantas vezes se fez presente, mesmo sem conhecê-lo, sei que foi um ótimo pai, protetor, amava em silêncio.
     Não chore mais, tenho certeza que sabe o que o esperava, um lugar onde não há choro nem ranger de dentes, onde o tempo não passa, a terra emana leite e mel. Estou aqui, tanto em presença como em coração, pense grite, logo apareço.

      Tudo que eu não consegui dizer naquela tarde.

                 Dedicado a Cínthia e sua família.
                                                

                                                   Sidney K.  

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